segunda-feira, 30 de setembro de 2019

5⁰ Dia – 30 SET – Serra da Canastra (parte alta)


Nosso programa de hoje era conhecer a parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra, que englobava bem mais atrações do que a parte baixa.

Começamos com um trecho de 7 km de estrada de S. Roque até a Portaria 1 do parque. Nesta parte a estrada é bem íngreme e está muito, muito ruim. Muitos buracos, nada de segurança.  Dá vontade de desistir. Levamos uns 40 minutos para percorrer os 7 km.











Passamos pela Portaria 1 que não tem nada nem ninguém e, depois de mais 1 km, ao Centro de Visitantes, onde há banheiros, água, informações e controle de entrada. Como idosos, não pagamos nada, mas a taxa normal seria de R$ 10,00.



A primeira atração, dali a 4,5 km, é a nascente do rio S. Francisco. A estrada até lá foi igualmente ruim, cheia de buracos. Visitamos a nascente, que é um pocinho com um início de água correndo, e tiramos fotos. E nos demos conta que já estivemos em vários locais desse rio – da nascente até a foz, passando por Três Marias, Ibotirama, Petrolina, e até banho no cânion do Xingó. Realmente, uma marca.










A partir dali, entramos em uma área mais plana e a estrada ficou melhor, digo, menos pior. Andamos mais 5 km até a próxima atração que era o Curral de Pedras, um antigo curral feito de pedras, também conhecido como Retiro das Posses. Ali tem um mirante no topo das pedras que permite fotografar todo o curral e o vale.










Continuamos entrando por esta parte plana, de vegetação rasteira e apenas se vendo ao longe o relevo das montanhas por mais 10 km até uma saída para cachoeiras da parte alta, a garagem de pedras e a parte alta da Cachoeira Casca d`anta.




Seguimos primeiro para a parte alta da Casca d`Anta – seriam mais 7 km em direção à borda Sul do chapadão da serra. A estrada estava razoável. Só piorava nos pedaços mais íngremes, tanto nas subidas quanto nas descidas. No destino havia um local para estacionar e banheiros e uma trilha até um mirante para ver o vale.

Ao longo da trilha vimos uma queda d`água e um poço que vai dar origem à cachoeira, mas não é possível ver a cachoeira na sua queda do paredão. A parte final da trilha, até o mirante, é bem íngreme e toda de pedras – nos sentimos os próprios “cabritos monteses”. Ainda bem que estávamos de botas e levando nossos bastões de caminhada que nos dão bastante segurança e previnem acidentes.














A vista lá do mirante é muito bonita – vimos todo o vale da parte baixa do parque. Vimos até o local onde fizemos nosso piquenique de almoço ontem.









Na volta da trilha, arranjamos um local sombreado às margens do rio para nosso almoço de hoje, com o lanche que levamos.



Continuando o passeio, quando passamos de volta na encruzilhada para as cachoeiras, como ainda era cedo vimos que daria tempo de ir até lá. Eram mais 10 km até a Cachoeira Rasga Canga e mais 1 km o Poço do Rolinho. A estrada estava bem razoável e conseguimos fazer um bom tempo até lá.


Na Rasga Canga, mais uma trilha entre as pedras para poder ver a cachoeira, que tem umas duas quedas d`água e uns pocinhos. A trilha, para variar, pulando nas pedras feito cabritos!!!









Desistimos de prosseguir até o Poço dos Rolinhos porque nos foi dito que não daria para ver a cachoeira e, como já estávamos cansados de tanto sacolejar, resolvemos voltar. Ao final, da Rasga Canga até a cidade são 38 km e nós levamos 1:30 h nesse percurso, ou seja para o planejamento do passeio deve ser considerado as médias horárias baixíssimas que serão obtidas em todas as estradas/caminhos internos no Parque.



Concluímos que esse Parque Nacional da Serra da Canastra para ecoturismo é um parque “raiz”, com estrada ruim, pouca infraestrutura, sem distribuição de mapas com informação de trilhas, trilhas de difícil acesso – ou seja, não é para os fracos. Totalmente diferente dos parques “Nutella” dos EUA, com estradas asfaltadas, estacionamentos com áreas de piquenique, banheiros, mapas distribuídos gratuitamente, informações sobre as trilhas (distância, grau de dificuldade, etc...), guarda-parques, e animais como ursos, bisões, alces, veados, etc...  Além de empresas que oferecem serviços como rafting, boia-cross, rapel, etc..., hotéis, restaurantes entre outros.



Na volta do parque, passamos em uma loja de queijo canastra e compramos alguns para levar conosco. E depois, passamos em uma loja de artesanato para mais comprinhas.



À noite jantamos no restaurante Zagaia e comemos um Tutu à Mineira que estava muito bom.

Amanhã seguimos para Araxá para descansar nas águas termais de lá.