Nosso programa
de hoje era conhecer a parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra, que
englobava bem mais atrações do que a parte baixa.
Começamos com um
trecho de 7 km de estrada de S. Roque até a Portaria 1 do parque. Nesta parte a
estrada é bem íngreme e está muito, muito ruim. Muitos buracos, nada de
segurança. Dá vontade de desistir.
Levamos uns 40 minutos para percorrer os 7 km.
Passamos pela Portaria
1 que não tem nada nem ninguém e, depois de mais 1 km, ao Centro de Visitantes,
onde há banheiros, água, informações e controle de entrada. Como idosos, não pagamos
nada, mas a taxa normal seria de R$ 10,00.
A primeira
atração, dali a 4,5 km, é a nascente do rio S. Francisco. A estrada até lá foi
igualmente ruim, cheia de buracos. Visitamos a nascente, que é um pocinho com
um início de água correndo, e tiramos fotos. E nos demos conta que já estivemos
em vários locais desse rio – da nascente até a foz, passando por Três Marias, Ibotirama,
Petrolina, e até banho no cânion do Xingó. Realmente, uma marca.
A partir dali, entramos
em uma área mais plana e a estrada ficou melhor, digo, menos pior. Andamos mais
5 km até a próxima atração que era o Curral de Pedras, um antigo curral feito
de pedras, também conhecido como Retiro das Posses. Ali tem um mirante no topo
das pedras que permite fotografar todo o curral e o vale.
Continuamos
entrando por esta parte plana, de vegetação rasteira e apenas se vendo ao longe
o relevo das montanhas por mais 10 km até uma saída para cachoeiras da parte
alta, a garagem de pedras e a parte alta da Cachoeira Casca d`anta.
Seguimos primeiro
para a parte alta da Casca d`Anta – seriam mais 7 km em direção à borda Sul do
chapadão da serra. A estrada estava razoável. Só piorava nos pedaços mais
íngremes, tanto nas subidas quanto nas descidas. No destino havia um local para
estacionar e banheiros e uma trilha até um mirante para ver o vale.
Ao longo da
trilha vimos uma queda d`água e um poço que vai dar origem à cachoeira, mas não
é possível ver a cachoeira na sua queda do paredão. A parte final da trilha,
até o mirante, é bem íngreme e toda de pedras – nos sentimos os próprios “cabritos
monteses”. Ainda bem que estávamos de botas e levando nossos bastões de caminhada
que nos dão bastante segurança e previnem acidentes.
A vista lá do
mirante é muito bonita – vimos todo o vale da parte baixa do parque. Vimos até
o local onde fizemos nosso piquenique de almoço ontem.
Na volta da
trilha, arranjamos um local sombreado às margens do rio para nosso almoço de
hoje, com o lanche que levamos.
Continuando o
passeio, quando passamos de volta na encruzilhada para as cachoeiras, como
ainda era cedo vimos que daria tempo de ir até lá. Eram mais 10 km até a
Cachoeira Rasga Canga e mais 1 km o Poço do Rolinho. A estrada estava bem razoável
e conseguimos fazer um bom tempo até lá.
Na Rasga Canga,
mais uma trilha entre as pedras para poder ver a cachoeira, que tem umas duas
quedas d`água e uns pocinhos. A trilha, para variar, pulando nas pedras feito
cabritos!!!
Desistimos de prosseguir
até o Poço dos Rolinhos porque nos foi dito que não daria para ver a cachoeira
e, como já estávamos cansados de tanto sacolejar, resolvemos voltar. Ao final,
da Rasga Canga até a cidade são 38 km e nós levamos 1:30 h nesse percurso, ou
seja para o planejamento do passeio deve ser considerado as médias horárias
baixíssimas que serão obtidas em todas as estradas/caminhos internos no Parque.
Concluímos que
esse Parque Nacional da Serra da Canastra para ecoturismo é um parque “raiz”,
com estrada ruim, pouca infraestrutura, sem distribuição de mapas com informação
de trilhas, trilhas de difícil acesso – ou seja, não é para os fracos. Totalmente
diferente dos parques “Nutella” dos EUA, com estradas asfaltadas, estacionamentos
com áreas de piquenique, banheiros, mapas distribuídos gratuitamente, informações
sobre as trilhas (distância, grau de dificuldade, etc...), guarda-parques, e
animais como ursos, bisões, alces, veados, etc... Além de empresas que oferecem serviços como
rafting, boia-cross, rapel, etc..., hotéis, restaurantes entre outros.
Na volta do
parque, passamos em uma loja de queijo canastra e compramos alguns para levar
conosco. E depois, passamos em uma loja de artesanato para mais comprinhas.
À noite jantamos no restaurante Zagaia e comemos um Tutu à Mineira que estava muito bom.
Amanhã seguimos
para Araxá para descansar nas águas termais de lá.



































































